Grande parte do subsolo de Vitoria é composto por sedimentos marinhos e solos residuais de granito, com lençol freático elevado e baixa capacidade de suporte — a Ilha de Vitoria, por exemplo, combina aterros antigos com formações do Complexo Paraíba do Sul. Nesse cenário, o projeto de pavimento flexível deixa de ser uma etapa burocrática e vira peça-chave para evitar trincas e afundamentos precoces. A lógica é direta: sem um dimensionamento que parta do CBR real do subleito e das cargas previstas, o revestimento asfáltico gasta o orçamento em manutenção antes do prazo de projeto. Nosso laboratório acreditado executa a campanha de sondagens e o ensaio de CBR viário em campo, alimentando o método de dimensionamento com dados que refletem o comportamento do solo em condição saturada, algo crítico em Vitoria. Para obras de maior porte, complementamos a caracterização com o ensaio CPT quando é preciso mapear estratigrafia contínua sem aterros que mascarem a resistência de ponta.
Um pavimento flexível bem projetado em Vitoria paga o investimento em geotecnia antes do terceiro ano de operação, só pela redução de remendos e recapeamentos prematuros.
Características do serviço em Vitoria

Fatores críticos do terreno em Vitoria
O erro mais comum em Vitoria é copiar um projeto-tipo com CBR de 10% para um subleito que na realidade entrega 3% depois da primeira chuva forte. A consequência aparece rápido: trilha de roda, fadiga precoce do revestimento e infiltração de água que desagrega a base. Em aterros sobre depósitos de mangue — comuns na Enseada do Suá e na região da Praia do Canto — o recalque diferencial do subleito deforma o pavimento flexível em menos de dois anos. Outro risco é ignorar a expansibilidade dos solos argilosos que afloram nos morros da ilha; sem estabilização com cal ou substituição do material, o gradiente de umidade provoca ondulações longitudinais. Nosso projeto inclui sempre o estudo de drenagem subsuperficial: drenos laterais de brita envoltos em geotêxtil e, quando necessário, camada drenante sob a sub-base para cortar a ascensão capilar do lençol freático raso de Vitoria.
Nossos serviços
O projeto de pavimento flexível em Vitoria exige uma abordagem integrada que começa na investigação geotécnica e termina na especificação executiva. Entregamos dois pacotes complementares que cobrem desde o reconhecimento do subleito até a dosagem da mistura asfáltica:
Dimensionamento estrutural do pavimento flexível
Calculamos as espessuras das camadas do pavimento pelo método do DNER a partir do CBR de campo e da contagem classificatória de tráfego. Emitimos memorial de cálculo com número N, deflexão admissível, dimensionamento da base, sub-base e reforço do subleito, além da verificação à fadiga do revestimento asfáltico pelo critério da deformação de tração na fibra inferior.
Dosagem Marshall e controle tecnológico da mistura asfáltica
Definimos o teor ótimo de CAP 50/70 para o traço da massa asfáltica, executando ensaios de estabilidade, fluência, densidade aparente, vazios do agregado mineral (VAM) e relação betume-vazios (RBV). Acompanhamos a usinagem e a aplicação em pista com controle de temperatura de compactação e grau de compactação in situ.
Consultas frequentes
Quanto custa um projeto de pavimento flexível em Vitoria?
O investimento para um projeto completo de pavimento flexível em Vitoria parte de aproximadamente $100.000, valor que cobre a investigação geotécnica, o ensaio de CBR em campo, a dosagem Marshall e o memorial de dimensionamento. O valor final depende da extensão da via e da quantidade de furos de sondagem necessários.
Qual a diferença entre o método empírico do DNER e o dimensionamento mecanístico-empírico?
O método do DNER, baseado no CBR e no ábaco de dimensionamento, é suficiente para vias com tráfego até 10⁶ solicitações do eixo-padrão. Já o dimensionamento mecanístico-empírico, que adotamos para corredores de ônibus e acessos ao Porto de Vitoria, calcula tensões e deformações em cada camada usando o módulo de resiliência dos materiais, permitindo prever a vida útil do pavimento flexível com maior precisão.
Quanto tempo leva para concluir o projeto após a campanha de campo?
Após a conclusão dos ensaios de laboratório — que demandam de cinco a sete dias úteis para cura e rompimento dos corpos de prova Marshall —, o memorial de dimensionamento do pavimento flexível é entregue em até dez dias úteis. Esse prazo inclui a análise dos resultados, o cálculo das espessuras e a elaboração das especificações técnicas para a execução da obra.